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Funk

* Por Bianca Rangel 


O funk surgiu como uma manifestação cultural de caráter popular, que trazia à tona a realidade nas comunidades carentes cariocas. Assim como aconteceu com o samba, o funk hoje passa por um processo de elitização. Enquanto as músicas são difundidas nas rádios e novelas, o baile funk é proibido nas favelas pacificadas.


MC Teko, integrante da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK) conta que o grupo de funkeiros independentes se organizou para lutar por direitos do movimento funk, que ainda hoje é muito marginalizado pela sociedade. De fato, os veículos tradicionais de mídia passaram a ceder espaço para o funk, mas apenas uma das várias vertentes é representada. “Vejo a grande mídia como braço do Estado. O "não" é ao funk ou a qualquer segmento que questione. Essas músicas/denúncias chegam como informação, reflexão e mobilizam”, esclarece Mc Teko.


“Até bem pouco tempo ouvi de um DJ da FM O dia que só tocaria meu som se fosse proibidão ou putaria”, completa o artista. Esse relato evidencia que, ao preterir funks que tragam críticas sociais em suas letras, a mídia e as gravadoras desmerecem o funk como manifestação cultural e social.


Quando questionado sobre o vinculo de funkeiros com gravadoras, Mc Teko explica que há a possibilidade de comercializar música com crítica social, desde que se enquadre em um contexto vendável. “Hoje, por exemplo, falar de favela é moda, vende. Em outros segmentos temos vários exemplos dessa relação. Só que acredito que o questionamento não pode ser vazio, superficial”, explica o Mc.


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