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Rock

* Por Gabriela Vasconcellos e Mariana Penna 


Bruno Franco nasceu em meio a música e não se imagina longe dela. Isso porque seu pai, Renato Franco, é saxofonista e sempre exerceu forte influência. Aos 15 anos, Bruno montou sua primeira banda, ocupando o lugar de vocalista, e tocava, além de covers, músicas autorais. O projeto teve fim três anos depois.




[caption id="attachment_1236" align="aligncenter" width="470"]Bruno Franco. Foto: reprodução. Bruno Franco. Foto: reprodução.[/caption]

Este ano, surgiu um novo projeto: foi convidado para ser vocalista da banda Anis , que tem a proposta de ser “indie”, mas diferente do que existe hoje na música no Brasil. A banda toca apenas músicas autorais e está se encaminhando para seu segundo show.


Com as canções disponíveis no soundcloud, e tendo como principal meio de divulgação o facebook e o boca-a-boca, Bruno acredita no sucesso da banda, mas admite que é difícil ser independente: “A sensação que eu tenho é que a mídia dá valor pra um tipo de música fácil, quase jingles, facilmente reproduzíveis, mas sem conteúdo musicalmente falando. Isso dificulta a apresentação de estilos musicais variados, porque os ouvidos são treinados a ouvir o óbvio”, opina.


A Anis é uma banda que ainda está engatinhando no cenário musical de Niterói, mas a Facção Caipira já alcançou bom reconhecimento, chegando a tocar, inclusive, no Teatro Municipal. Daniel Leon é um dos integrantes da banda (voz e gaita), e afirma que  ainda está longe de o grupo conseguir se sustentar somente com a música. Isso porque ser artista independente trás inúmeras dificuldades materiais. “Cansa de chover convite para tocarmos de graça, ou em troca de cerveja. É a prova concreta do não reconhecimento do trabalho de um artista”, ele conta.




[caption id="attachment_1238" align="aligncenter" width="400"]Daniel Leon. Foto: reprodução. Daniel Leon. Foto: reprodução.[/caption]

Apesar das dificuldades, a Facção conseguiu lançar seu primeiro CD, fruto, é claro, de produção independente. Orgulhoso do processo, Daniel conta: “O CD foi gravado na casa de um dos integrantes, o nosso baterista. Foi um trabalho quase artesanal”. Sobre a venda de CDs, ele discorda que ter as músicas disponibilizadas na internet atrapalhe na hora de comercializar: “Quem já teve a oportunidade de ouvir e conhece nosso trabalho compra como forma de motivar. Além disso, é muito barato, né?”, diz.




[caption id="attachment_1237" align="aligncenter" width="470"]Facção Caipira. Foto: divulgação. Facção Caipira. Foto: divulgação.[/caption]

Ele afirma que vê na internet a melhor forma de divulgação possível para quem não conta com uma gravadora. “O facebook é um dos nossos melhores instrumentos de divulgação, se não o melhor”, afirma. A página já tem mais de 2300 curtidas.


Para Daniel, a principal gratificação de ser independente é não ter que se submeter a interesses comerciais, mas sim fazer a música da forma que acredita ser a melhor.


Assista aqui as entrevistas: 





 vídeo por Mariana Penna

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