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Moda Alternativa

Faça você mesmo

Estilo para o mundo fashion é, também, se adaptar às diferentes tendências que a moda oferece. E não há nada mais estiloso que customizar suas próprias roupas e acessórios. Além da economia, a iniciativa une conceitos como criatividade e reciclagem na criação de peças únicas.  Juliana Sarmento estuda e trabalha com Comunicação e há pouco mais de um ano resolveu se tornar blogueira. No Tem no meu quintal, Juliana se apresenta como apaixonada pelo conceito do Faça você mesmo e dá dicas de lojas e brechós. A blogueira faz tutoriais de customização de roupas e inspira os leitores a irem além do que vêem nas vitrines. "Acredito que a vitrine e como você se veste estão a  anos luz de diferença. É por isso que gosto de misturar peças de brechó com peças de loja de departamento: pra não sair por aí parecendo um manequim de loja. O legal é você tentar encontrar um estilo próprio, mesmo com as vitrines todas iguais", conta.


Além da motivação de criar um estilo diferenciado, a estudante explica como a customização pode amenizar o consumismo: "Tem que ser crítica e analítica: a cada mudança de estação, você deve olhar as tendências e ver se aquilo realmente combina com seu estilo e o que aquela peça agrega ao seu guarda-roupa. Não adianta nada comprar uma saia que só fica boa com uma blusa e por aí vai...". Dar outras cores e formas às peças que já se tem no armário é, de fato, uma maneira de evitar que se compre mais. Os produtos de vestuário são muito poderosos no que diz respeito ao consumo. Apesar de ser um bem de primeira necessidade, a demanda está atrelada ao valor intrínseco desses produtos. A maioria das pessoas não enxerga as roupas e acessórios apenas como peças de vestimenta. A forma de se vestir é expressão de status e reflete a imagem que o indivíduo deseja passar. Por isso gasta-se tanto.


Quando questionada sobre a possibilidade de consumir de forma sustentável, Juliana concordou que por mais que seja difícil mudar os hábitos, esse deve ser o caminho. "Por enquanto, ainda é caro ser totalmente sustentável (usar materiais que respeitem o ambiente, utilizar um modo de tingimento que não seja tóxico e por aí vai), mas dá pra consumir de uma forma mais consciente. Tudo que você compra alguma hora vira lixo. Por isso, é preciso saber comprar. Comprar conforme a sua necessidade, seu estilo... Investir em peças que vão durar durante algum tempo. Esses dias eu li que o lixo de um é tesouro pro outro e acho que essa frase resume o que é comprar em brechó, um ato que eu considero sustentável." conclui a blogueira.

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