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A Arte de Trocar

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Por: Joana Jorge, Carolina Cantreva, Mirian Sampaio e Igor Pinheiro


A Feira de Trocas Coletivas é um evento onde a troca de produtos não é baseada em valores.  Aqui, os objetos carregam memórias e ganham novos significados à medida que trocam de mãos. Parece utopia? Não para duas alunas do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense, Karen Kristien e a Camila Britto, que criaram o projeto.


A feira consiste na troca simbólica de objetos, onde cada um pode deixar algo que carregue e levar consigo algo que lhe interesse. Este espaço livre de intercâmbio de cultura não compara valores nas peças deixadas, pois o objetivo é ensinar o conceito de trocar.


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Livros desgastados pelo tempo podem ganhar nova cor e dar ânimo aos curiosos que o quiserem conhecer. Em cada livro uma história, em cada história um novo conhecimento, conhecimento esse que certamente fortalecerá quem o ler. Vestuário também é aceito na Feira, onde roupas já sem uso, com um pequeno toque de criatividade, podem virar belas peças que dão gosto de usar. Sabe aquele quadro que você olha todo o dia, já sem graça, que está na sua sala há um tempão? Pois bem, leve na feira e procure outro que mais lhe agrada, certamente irá achar. Todo um misto de cultura, artesanato, sabedoria e afetos são possíveis de encontrar neste evento.


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A Feira que já conta com a segunda edição, levou diversos alunos e curiosos ao Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), no dia 4 de Outubro, ao espaço “Praia” do campus. Esta edição, realizada no projeto “Interfaces”, destinou-se a “um espaço de trocas diretas de produtos materiais, afetivos, intelectuais e culturais”, segundo Karen e Camila criadoras do projeto.


Após concorrerem ao edital do “Interfaces”, as idealizadoras da feira foram contempladas com uma bolsa para que pudessem executar seu projeto. Elas receberam também doações de livros da Biblioteca de Manguinhos para iniciar as trocas e mudas de Ipê amarelo da Cedae que foram distribuídas aos visitantes do evento.


As disciplinas de Mídia e cidadania e Tecnologias da Informação e Subjetividade inspiraram a criação da feira através de seus questionamentos sobre a cultura do descartável, cidadania e consumo, trocas afetivas e a experiência em nossa sociedade.


Sentimentos fluíram no decorrer do evento, onde foram colocados à disposição papeizinhos para quem quisesse escrever cartas, que seriam entregues posteriormente no local. Quem quisesse expressar o que tinha sentido com a feira, podia deixar também considerações em bilhetes na mesa, para quem passasse depois pudesse dar uma olhada. Desde poesia, a declarações sobre o casarão rosa do IACS, de tudo um pouco rolou.

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Se quiser saber mais, acesse a página do Facebook da Feira de Trocas!

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