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Onde não tem ciclovia, educação

Por Daniele Barbosa e Gabriela Borchert

Argus Caruso, coordenador do projeto "Niterói de Bicicleta", aposta em projetos educativos para  contornar os problemas existentes na estrutura cicloviária da cidade. Até que Niterói receba os investimentos necessários, Caruso acredita que estimular o bom convívio entre motoristas e ciclistas pode colaborar para que mais pessoas adotem a bicicleta com meio de transporte.

“O que a gente quer fazer é colocar uma notificação, distribuir livretos informativos com as leis. A ideia é notificar por um mês e depois multar. Nos países mais desenvolvidos, o motorista nem cogita a ideia de parar numa ciclovia, porque ele é sabe que será multado”, explica.

[caption id="attachment_2889" align="aligncenter" width="470"]Praia de Icaraí não tem ciclofaixa e calçadão tem prioridade do pedestre Ciclista compartilha pista com carros na Praia de Icaraí, onde não tem ciclofaixa e calçadão tem prioridade do pedestre[/caption]

Para Paulo Marcio, apesar da falta de infraestrutura da cidade, a bicicleta ainda é a melhor solução. O jornalista conta que usa o veículo para se locomover entre Pendotiba e Centro, com uma distancia de aproximadamente 30 km, e que, além de evitar o tráfego, é mais agradável e saudável.

“No final da gestão anterior da prefeitura, eu comecei a ficar um pouco otimista ao ver algumas ciclofaixas sendo pintadas em vias importantes, como em São Francisco e Icaraí, mas quando eu experimente as ciclovias do Rio, vi o quanto Niterói esta atrasada. As primeiras ações concretas dessa atual administração, foram negativas porque destruíram o pouco que existia, apagando ciclofaixas na cidade sem antes construir nada no lugar. Mas fico feliz que tem alguém com alguma experiência nisso tentando solucionar esses problemas”,  conta o ciclista.

Onde parar?

Atualmente, há pouquíssimos bicicletários públicos na cidade e onde há, roubos são frequentes. Caruso conta que a prefeitura estuda uma forma de obrigar estacionamentos de estabelecimentos comerciais, como shopping, supermercados, a destinarem uma quantidade pré-determinada de vagas para bicicletas.

Porém, o arquiteto afirma que o problema dos roubos ultrapassa seu campo de ação, sendo uma questão de segurança.

O vídeo abaixo mostra o percurso de Daniele Barbosa de sua casa, em Pendotiba, até à UFF, onde estuda, e mostra as dificuldades em se locomover de bicicleta pela cidade.

http://www.youtube.com/watch?v=nyBNFLXf48Q

 

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