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Vestindo o palhaço

Por Alexandre Strachan e Rebeca Letieri


Os participantes do projeto 'Boa Noite, Bom Dia' são em sua maioria estudantes de medicina com grande adesão das outras áreas da saúde, como Odontologia, Farmácia e Enfermagem. Mas, de vez em quando, alunos das exatas e humanas também participam da iniciativa. Cada participante tem uma motivação pessoal para se envolver com o projeto, porém, no final, o resultado acaba sendo o mesmo: um sorriso em cada paciente. Os estudantes são divididos em grupos que realizam visitas semanais, acompanhados por um profissional de saúde ou docente. A interação com os pacientes acontece segundas, quartas e sextas-feiras, nas enfermarias do HUAP, incluindo CTIs, pediatrias, etc., no horário de 18h30 às 20h. O projeto dispõe de fantasias, adereços, instrumentos musicais, dobraduras, jogos, materiais gráficos e expressivos diversos. Os futuros doutores relataram suas impressões sobre o projeto para o jornal O Casarão:


Maria Clara Breves (1º período)Untitled-1


“Eu sempre pensei em um trabalho como esse porque eu sempre achei muito bonito. Às vezes a pessoa está triste, emburrada, e depois ela te abre um sorriso. O sorriso que ela abre não tem preço. São coisas pequenas que fazem diferença na vida da pessoa, e na sua também. Se a gente não começar pelas coisas pequenas, que dirá as grandes que a gente pretende fazer”.


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Thiago Wilke (Medicina - 1º período)


“Sempre quis fazer Medicina. O hospital é muito legal pra médico, pra estudante, mas pro paciente não é tão confortável assim. Esse projeto me levou a perceber muito o lado do paciente. Então, a função do médico, além de restaurar a saúde do paciente, é dar apoio a ele. Como estudante, temos mais é que fazer isso mesmo. às vezes a gente fica carente, aflito, sei lá. Todo mundo gosta de música. O projeto é muito bom”.


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Gabriel Pereira (Odontologia - 5º período)

“É um retorno imensurável fazer o bem pra pessoas que estão debilitadas na maioria das vezes. É muito pequeno o esforço que a gente faz pro retorno que nós temos”.


 

Untitled-4João Augusto Antonio (Medicina - 1º período)


“Eu acho muito interessante o lado do BNBD, porque ele explora algo mais que o caráter cientifico da Medicina, que está cada vez mais capitalizado, mais comercializado. E é interessante explorar o lado humano da relação médico/paciente que infelizmente hoje em dia, como qualquer relação social, está banalizada, estereotipada. E ter esse contato já no primeiro período é extremamente gratificante, esse lado humano da Medicina, a gente poder exercitar dentro da nossa construção. Eu acho que reflete muito bem a profissão do médico porque tentamos ajudar aqueles que reconhecem que precisam de ajuda. E não ajudar a todo custo. Fortalecer esse lado emocional do paciente é muito importante na superação de qualquer doença, na minha opinião”.


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Thales Spinelli Rodrigues (Medicina - 2º período)


“Eu no inicio era mais tímido, como todo mundo. Só que como a gente quer alegrar o paciente, você acaba fazendo alguma coisa ou outra pra trazer aquele sorriso. E ai você acaba improvisando. Eu nunca soube dançar, ou cantar, ou ser engraçado em alguma coisa. Mas com o tempo você vai conseguindo arrancar um sorriso do paciente. Quando surge aquele sorriso, você vê que tudo valeu a pena. E além disso, o projeto ajuda muito a tirar o medo de se aproximar do paciente. No BNBD, como você tem tanto contato com o paciente, você vai se acostumando, e isso ajuda”.


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Mabel Cremoni. (Engenharia Ambiental - 4º período)


“Eu fiquei sabendo do projeto pelo spotted do Facebook e resolvi participar. Apesar de ser de Engenharia Ambiental, eu sempre participei de ações voluntárias e projetos sociais que tenham o objetivo de ajudar Às pessoas. Isso vem da minha mãe que é psicóloga e desde cedo estimula isso lá em casa. É muito bom poder fazer o bem ao outro.”


Untitled-6Felipe França (Medicina - 9° período)


“Eu estou no projeto desde meu primeiro semestre. Quem sobe com a gente às enfermarias nota que nossa aprovação costuma ser bem alta, só de sair um pouco da monotonia do ambiente hospitalar, às vezes ouvindo músicas que despertam mil sentimentos. Só com isso já recebemos muitos sorrisos e agradecimentos. Para os alunos, principalmente dos primeiros períodos, é importante por ser uma oportunidade de ver pacientes como pessoas completas, com sentimentos. E não com foco na doença especificamente. Além disso, como demora para o aluno ver o paciente durante a graduação, é uma oportunidade única, e também ajuda a conhecer todas as partes do hospital. Eu sempre fui tímido, e ainda sou bastante, mas quando você se familiariza com um situação, fica muito mais confortável de permanecer ali. Nesse aspecto, o projeto ajuda muito, pois temos mais iniciativa para iniciar uma conversa, que vai ser essencial no 5° período e no resto da vida. Há uma maior segurança em interagir com o paciente, e ajuda a lembrar do lado humano da Medicina.”


Saiba mais sobre o projeto:




Um comentário:

  1. […] participantes são divididos em grupos, coordenados por um profissional de saúde ou docente, que realizam […]

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