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Hoje não é um dia comum


por Samantha Su

Hoje não é um dia comum, diversos estudantes caminham com medo. Diversas pessoas estão submetidas a condições desiguais de vida dentro e fora dos campi das universidades e isso não deveria ser comum. O assassinato por provável motivação de ódio do estudante Diego Vieira Machado trouxe à tona a violência ultima que um aluno negro, LGBT e nortista pode sofrer, mesmo dentro de uma universidade. Diego foi morto, aos 29 anos, dentro do campus do Fundão, da UFRJ, onde morava e estudava  Letras, no dia 2 de julho deste ano.
No país que ocupa o primeiro lugar em assassinatos de LGBTs no mundo e o último a abolir a escravidão, a violência lgbtfóbica e racista não é pouca coisa. Escritas em muros e banheiros da UFRJ, ameaças de morte a LGBTs e cotista são frequentes. Submetidos a condições precárias de vida, alunos residentes nos alojamentos estão também vulneráveis e são a camada mais pobre dentro das universidades. Além disso, a discriminação regionalista que sofrem nortistas e nordestinos é alarmante.
Hoje ainda não é um dia comum, muitos Diegos ainda sobrevivem se perguntando até quando. Os e as estudantes da UFF deram alguns depoimentos sobre essa condição de vida nas universidades. Diego vive em muitos e resiste.



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