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Um gênio brasileiro





No ano em que se comemora os 110 anos do voo do 14 bis, quem ganha presente é o público - Museu do Amanhã promove exposição sobre Santos Dumont e seus maiores inventos.


por Stephany Cordeiro e Maria Cristina Ramos











Até o dia 30 de outubro, o público pode conferir de perto a exposição "O poeta voador, Santos Dumont", no Museu do Amanhã. Logo na entrada, o visitante pode avistar uma réplica em tamanho real do avião 14-bis, principal atração do evento. Com ambientes interativos, que contam com vídeos e pistas de voo para aviões de papel, a exposição tem por objetivo mostrar que, ao serem estimulados, sonhos podem se concretizar e contribuír para o avanço científico e tecnológico, marcando uma geração.
No site oficial do Museu do Amanhã, o curador da exposição, Gringo Cardia, explica a proposta de seu trabalho:
“Destacamos o lado poético e artístico de Santos Dumont, daí o título ‘o poeta voador’. Ele era um homem de ciências que se inspirava na arte – foram as histórias de Júlio Verne, por exemplo, que o despertaram para o sonho de voar. Na exposição, mostramos que exercitar a criatividade é uma forma de impulsionar descobertas."
Ao todo, são cinco espaços dedicados ao considerado "Pai da aviação". Na sala principal encontram-se representações de todos os modelos criados por Santos Dumond - do balão Brasil ao avião Demoiselle. Telas permitem que o público tenha acesso a um rico acervo de documentos, imagens e fotos históricas digitalizadas.
Recebendo milhares de admiradores de diversas partes do Brasil e do mundo, o museu tem apresentado filas quilométricas para visita a exposição temporária. Mas isso não desanima os presentes, pois a expectativa do público é maior que o cansaço.
Diones, 29 anos, cearense, mora no Rio de Janeiro há 10 anos. “Conheço alguns pontos culturais do Rio, mas hoje é a primeira vez que venho ao Museu do Amanhã. Vim para a exposição do Santos Dumont. Quero conhecê-lo mais profundamente. O que sei, aprendi em jornais e pela televisão.”
Fernanda Vilaça, 19 anos, baiana, reside no Rio de Janeiro há 2 anos, estudante de psicologia na UFF. “É a primeira vez que venho aqui no museu. Espero encontrar uma obra de qualidade. Muitas pessoas que conheço já vieram aqui e disseram que gostaram muito das obras e da arquitetura do museu. Enfim, eu acho que vai ser bem legal.”
Interatividade
Ao serem abertas, caixas revelam curiosidades sobre o gênio brasileiro, Santos Dumont. Para quem quer registrar a visita, há um painel bastante disputado para tirar fotos interagindo com desenhos do 
14 -bis, do balão Brasil, da Torre Eiffel.












Os visitantes podem concorrer a um voo no Demoiselle (construído em tamanho real na Cidade do Samba e transportado para o Museu do Amanhã). Por meio de uma edição de vídeo, o avião viaja pelas cidades de Paris e Rio de Janeiro, com imagens do século XX.
Na sala de Cinema, o público pode assistir a um documentário sobre a vida de Santos Dumont. Já na Sala dos Balões, os visitantes podem conferir um filme sobre seus inventos. E como surgiu o desejo de voar.



A sala da Oficina de aviões de papel é outro ambiente que faz a alegria não só da criançada, como de todas as gerações. Nela, papel, régua e tesoura ficam disponíveis, para quem quiser se aventurar. Esses aviões podem ser lançados em uma pista, acionando, assim, o Jogo da Verdade - em que vídeos mostram informações sobre o funcionamento das aeronaves e outras curiosidades.





Os visitantes saem da exposição entusiasmados e comentam como foram suas experiências. Aos 42 anos, Matilde, analista de sistemas, carioca, diz “Eu não tenho hábito de levar as crianças em museus aqui no Rio de Janeiro. É curioso, porque sempre que a gente está viajando vai a museus. Lá de fora reparamos uma fila enorme. E os meus filhos, um com 8 e outro com 11 anos, não queriam esperar. Disse a eles que sempre que viajamos ficamos em filas e ninguém reclama. Eu achei super interessante a exposição do poeta voador e muito interativa. As crianças adoraram. Fiquei impressionada com a parte de estruturas móveis que se encontra aqui”.
Gabriela Mendes da Silva, 16 anos, carioca, estudante também aprovou o programa. “Gostei da exposição. Foi muito educativa. Aprendi coisas que não foram ditas na escola”.
Pablo Cerdeira, chefe de escritório de dados da prefeitura do Rio de Janeiro ressalta a qualidade do acervo exibido. “Estou visitando o Museu do Amanhã pela primeira vez. O que me impressionou na exposição do Santos Dumont foram as miniaturas em tamanho proporcional a todos os experimentos que ele fez. Como também a quantidade de crianças visitando o local”.
O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, nº 1, e funciona de terça a domingo. O horário de visitas é de 10h às 18h. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.

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