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Projeto incentiva o esporte e lazer em Niterói




Créditos: PELC
                                                                             Por: Mariana Moebus.

O direito às práticas esportivas e físicas é assegurado pelo art. 217 da Constituição Federal, no entanto, a taxa de sedentarismo no Brasil chega aos 62,1% , segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015. O número é alarmante e envolve questões sociais, educacionais e de saúde. Para a reversão deste número, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) lançou o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano 2017, onde faz uma relação entre esporte e saúde e apresenta recomendações de incentivo a projetos esportivos.

Um desses projetos é o Programa de Esporte e Lazer da Cidade (PELC), que tem como eixo central o incentivo e oferecimento de atividades físicas e culturais gratuitas e sem restrição para participação. O programa foi desenvolvido pela Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis) em parceria com o Ministério do Esporte e funciona com a implantação de núcleos nas cidades, nas áreas rurais e também em comunidades indígenas.

A cidade de Niterói conta com quatro núcleos localizados na faculdade de direito da UFF e no skate park. São oferecidas atividades como: oficina de lutas (Muay thai, defesa pessoal e boxe), modalidades esportivas (futsal, vôlei), alongamento, ginástica e um cineclube. A coordenadora do projeto em Niterói, Nelma Cezário, comenta da importância para a comunidade “O projeto estimula a convivência social, a formação de gestores e lideranças comunitárias, fomenta a pesquisa e a socialização do conhecimento, contribuindo para que o esporte e o lazer sejam tratados como políticas públicas e direito de todos ”. O projeto, implantado em 2016, já atendeu 420 participantes e tem um retorno positivo.

De acordo com o levantamento do IBGE 2015, cerca de 60% da população brasileira está acima do peso. Doenças como diabetes e hipertensão também contam com números preocupantes, 6,2% e 21,4% da população adulta, respectivamente. Esses dados, além de estarem diretamente relacionados com a falta da atividade física e esportiva, também podem se ligar com o não recebimento de orientação e supervisão profissional na prática: cerca de 71,7% dos praticantes de atividade física não recebem orientação de profissionais ( IBGE 2013). O professor de educação física, Jonathan de Campos Arantes, destaca que “ Hipertensão, osteoporose, obesidade, problemas cardíacos e articulares devem ser levados em consideração quando o aluno começa a praticar exercícios físicos. Sem uma devida orientação profissional, os resultados podem acabar piorando a saúde do praticante”.

O professor destaca ainda que a atividade esportiva e física é importante também para a inclusão social e educação, envolve a aquisição de disciplina, respeito, senso de coletividade, dedicação, aceitação social, normas e também estimula o rendimento escolar. “A principal importância da atividade física e do esporte em relação à inclusão social está justamente na porta que se abre para mudar a realidade daquele aluno, dando a possibilidade de alcançar seus objetivos por meio do esporte, como também a construção do caráter, em relação ao respeito as regras, a problemática da vitória e derrota, entre outros”, afirma.

Os dias e horários das atividades do PELC podem ser encontrados na página oficial do facebook ( PELC UFF- Núcleo Faculdade de Direito), a inscrição é gratuita por meio da assinatura de um termo de responsabilidade.



Créditos: PELC



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