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Turismo estremecido em Niterói

                                       






Por Matheus Deccache

                                    
                      Uma imagem cada vez mais frequente na cidade (Foto: Facebook/ Divulgação)

O município de Niterói não é chamado de Cidade Sorriso à toa. Terceiro local mais requisitado pelos turistas no estado do Rio de Janeiro – atrás apenas da capital e de Búzios –, a cidade agrada a todos os gostos. Com uma extensa orla de 11 quilômetros, Niterói conta com praias famosas como Itacoatiara, Camboinhas e Piratininga, além de inúmeros locais históricos, como fortes e igrejas espalhados pela cidade.

Mas a violência tem dificultado o crescimento do turismo na região. Após a crise financeira que assola todo o estado, o número de crimes cresceu bastante no município. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento de 328% no roubo a comércio no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano de 2017. Para Bruna Rodrigues, estudante da Universidade Federal Fluminense e moradora de Rio Bonito, a violência tem sido um empecilho para a realização de seus passeios turísticos. “No ano passado eu queria muito ir ao Parque da Cidade. Pesquisei e ia com um amigo. Vi ônibus, como faz para chegar, o que tem lá, tudo. Só que na pesquisa a gente descobre a parte ruim também, e eu soube que em trilha ocorrem muitos assaltos. É recorrente ocorrer esse tipo de coisa e então fiquei apreensiva para ir. Fiquei com medo e acabei desanimando. O medo da violência acaba me impedindo de fazer alguns passeios.”



No mês de abril, o bairro de Icaraí registrou inúmeros assaltos a bares e estabelecimentos. Ruas como Geraldo Martins e Cinco de Julho foram os principais alvos dos criminosos. Em um período de uma semana, cinco locais diferentes foram roubados. Só no Big Point, localizado na esquina da Otávio Kelly com Cinco de Julho, foram três tentativas. Em entrevista ao jornal O Fluminense, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Luis Vieira informou que tais crimes levaram a uma queda de 60% da movimentação nos bares e restaurantes em março desse ano em relação ao mesmo período do ano passado.

                Mais uma tentativa de assalto à bares no Jardim Icaraí (Foto: Reprodução/Internet)


Outra dificuldade encontrada diz respeito à divulgação dos eventos culturais que ocorrem na cidade. “Niterói tem um potencial turístico alto, mas considero que talvez não seja devidamente explorado. Algumas curadorias são um pouco fracas, principalmente as de exposições itinerantes, e alguns facilitadores de tours não dominavam muito bem o assunto. Outros focos turísticos, como mostras artísticas, são ótimos, mas pouco divulgados”, diz Marina Barros, brasiliense agora moradora da cidade.

Para manter o turismo ativo, a cidade conta com a NELTUR (Niterói – Empresa de Lazer e Turismo S/A), sociedade anônima de economia mista e capital autorizado. O objetivo da empresa é promover e estimular o turismo na cidade em parceria com a Prefeitura. Para isso, o município tem recebido eventos com uma frequência cada vez maior. Recentemente o festival 3R lotou o Caminho Niemeyer e recebeu nomes de peso no cenário musical brasileiro, como Armandinho, 1Kilo e Capital Inicial. Além dele, Niterói recebeu também o Rota Cervejeira, evento gastronômico e musical gratuito que ocorreu no Campo de São Bento nos dias 4, 5 e 6 de maio.
                                




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