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Grupo Trupe + Amor faz a alegria de crianças em hospital de São Gonçalo

Da esquerda para a direita: Carlos Eduardo, Vanessa, Yasmin e Rodolpho. Foto: Bruna Ximenes

                                                                                      Por Aline Azevedo Paula

No penúltimo sábado do mês de junho (23), o grupo voluntário de doutores palhaços Trupe + Amor visitou a enfermaria de um hospital público infantil do município de São Gonçalo, trazendo alegria e brincadeiras para as crianças internadas. Yasmin Souza, Vanessa Rangel, Rodolpho Rodrigues, Luyse Lanes, Carlos Eduardo Quintanilha, Marcos Antônio Louzada, Victor Barboza, Mariana Serique e Jéssica Avante são os 9 integrantes do grupo, que busca fazer a felicidade dessas crianças sem ganhar nenhuma remuneração em troca.

O grupo, que tem apenas três meses de existência, já conta com muita garra e comprometimento dos seus componentes. Mesmo que a sua maioria estude e trabalhe em outros ramos fora da área de saúde, ainda assim arrumam tempo para visitar escolas, asilos, orfanatos e hospitais pelo menos duas vezes ao mês. Quando colocam suas fantasias e o nariz de palhaço, assumem outras personalidades: Paçoquinha, Tibum, Sorriso, Caramela, Bilbo, Bidu, Pipoca e Soneca. Esses são os nomes que esboçam um sorriso no rosto da criançada da região.

Embora o Trupe + Amor seja recém-formado, a maioria de seus integrantes já possui experiência em palhaçaria hospitalar há pelo menos 2 anos e meio, além de formação em teatro. Luyse Lanes, a palhaça Caramela, diz como se sente em participar desse projeto social:

''Não existe nada mais gratificante no mundo do que o sorriso sincero de uma criança. Quando se encontram em situações de internação, arrancar um sorrisinho delas é emocionante. E a nossa recompensa vem todas as vezes em que ouvimos um 'parabéns por esse trabalho'. Os elogios nos motivam, nos impulsam a continuar'', afirmou.

No hospital, uma das mães das crianças internadas diz como essas brincadeiras ajudam também a descontrair o ambiente hospitalar:

''Eu acho importante porque as crianças aqui ficam tristes, ficam com medo de injeção, medo das enfermeiras e quando aparecem esses palhaços elas até aceitam melhor o atendimento. Acho que eles tornam essa experiência mais fácil pras crianças, porque aí elas veem também que aqui é lugar de brincar, de ser feliz'', disse uma mãe que preferiu não se identificar.


Palhaças Tibum e Paçoquinha fazendo a alegria de criança internada. Foto: Bruna Ximenes


A palhaçaria hospitalar


A figura do palhaço dentro do hospital surgiu em 1986 nos Estados Unidos, o que serviu de influência para vários outros países começarem a investir nesse projeto.  No Brasil, o primeiro grupo a trabalhar com a palhaçaria hospitalar foi o Doutores da Alegria, fundado em 1991 por Wellington Nogueira. Desde então, muitos outros passaram a surgir, contribuindo para a humanização da saúde em diversas regiões do país.

Carlos Eduardo, integrante do Trupe + Amor e conhecido carinhosamente pelas crianças como Palhaço Bilbo, explica como funciona a parte burocrática desse tipo de ação:

''Toda visita nós temos que ter em média dois palhaços e duas pessoas de apoio. Um dos apoios é responsável por tirar fotos e o outro por conseguir autorização dos responsáveis pelas crianças. Não fazemos uso de nenhuma foto ou material sem a autorização deles, então tem que ter alguém responsável só por isso''.

Além disso, ele também ressalta as regras de abordagem que têm de ser seguidas, como não perguntar às crianças o motivo de estarem ali, não sentar nas macas e também não tirar fotos caso não tenham a autorização dos pais.

O Trupe + Amor, além de realizar esse serviço voluntário, faz também campanhas de doação de sangue e de agasalhos. Embora todos os integrantes do grupo tenham feito curso, não é necessário que se tenha alguma formação em palhaçaria ou teatro para participar do projeto. Para eles, a única exigência é ter comprometimento com o horário e gostar desse tipo de ação.












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