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Mobilidade Internacional pela UFF

Em 2016, 538 graduandos participaram do programa de Mobilidade Internacional pela Universidade Federal Fluminense.

 

Por Karen Rodrigues

  

Foto: Divulgação

     


Quem nunca sonhou em morar no exterior, aprender novas línguas e culturas e conhecer outros países? Muitos estudantes sonham com uma oportunidade de estudar em outro país e, com a Mobilidade Acadêmica Internacional proposta pela Universidade, há a possibilidade de essa conquista se tornar real.
A UFF possui, há mais de 35 anos, o projeto de internacionalização, que tem como objetivo principal a cooperação com instituições e centros de pesquisa no exterior, além do intercâmbio de discentes, docentes e funcionários da universidade. A partir disso, ela atua em vários eixos da internacionalização e oferece bolsas de auxílio ao intercambista.
Localizada no Bloco A do Campus do Gragoatá, a Superintendência de Relações Internacionais é a área responsável pela realização da mobilidade internacional de alunos da UFF para o exterior e de alunos do exterior para a UFF. Em parceira com as Pró-Reitorias e as Superintendências, o trabalho da SRI é feito para a realização de projetos comuns de Internacionalização da Universidade.
Por um semestre inteiro, o aluno tem a oportunidade de estudar em Universidades estrangeiras conveniadas com a UFF. Mas, como nem tudo é tão simples assim, existe todo um processo seletivo e exigências que o estudante deve cumprir para viajar. Como, ter um CR (coeficiente de rendimento) igual ou maior que 6 (seis), estar regularmente matriculado em curso de graduação da UFF, ter integralizado, no momento da inscrição, no mínimo 20% e no máximo 70% da carga horária total do curso, possuir conhecimento do idioma em que as aulas serão ministradas e comprometer-se a voltar por pelo menos um semestre acadêmico, antes da conclusão do seu curso de graduação. Caso o aluno seja de Medicina, deve estar entre o 10º e o 12º período.
Segundo os dados divulgados pela UFF no seu site oficial, 538 graduandos fizeram parte do programa de Mobilidade Internacional em 2016 e passaram seis meses estudando no exterior. Rafael Trovó, 23, graduado em Jornalismo, foi um deles. Ele escolheu estudar em Estocolmo, capital da Suécia, por ser o extremo oposto do Brasil em todos os aspectos, seja cultural, econômico, social e natural.
Foto: Rafael Trovó

Rafael teve conhecimento do projeto por meio de amigos veteranos que já tinham passado pela experiência e, através do site da SRI, conseguiu ter conhecimento e ingressar no processo de seleção. De acordo com o intercambista, era preciso escolher duas opções de Universidades em meio a dezenas de conveniadas com a UFF, anexar documentos e redigir uma carta de apresentação, explicitando os motivos da escolha.
Cada universidade tinha suas exigências em relação ao aluno. A Stockholms Universitet, sua primeira opção, exigia proficiência em inglês e disponibiliza à UFF uma vaga por semestre. Para emissão do visto estudantil, ele teve que comprovar que possuía condições financeiras para se manter no país por seis meses.
Assim, ele teve que fazer certo esforço financeiro para conseguir que sua mobilidade acadêmica realmente acontecesse.
“Não foi fácil. Eu estagiava desde o segundo período, então, pude guardar uma quantia razoável, e meus pais me ajudaram a complementar minha renda lá fora. A Suécia tem um custo de vida muito alto, mas era muito comum ver em restaurantes e espaços culturais preços especiais para estudantes, o que me ajudava um pouco.” conta Rafael.
Em Estocolmo, ele pôde focar em seu crescimento acadêmico e pessoal, a qual ele compara com uma “montanha-russa”. Segundo Rafael, ele foi muito feliz em ambos os seus dois objetivos. Cursou disciplinas do Departamento de Estudos da América Latina e atentou-se para como a nossa região é estudada pelo ponto de vista escandinavo.
Em relação ao seu contato pessoal com os suecos, Rafael lembra que seus colegas de classe foram muito receptivos e valorizavam sua opinião nas discussões em sala. Além disso, o diretório acadêmico da Stockholms Universitet tinha uma programação especial para acolhida de intercambistas.
“Além da minha proficiência no inglês (foi minha primeira viagem ao exterior), acredito que a Suécia fez com que eu me tornasse um profissional mais responsável com prazos e com entregas de qualidade. A experiência, obviamente, também ampliou meu horizonte, deu maior profundidade ao meu ponto de vista sobre a profissão do jornalista e sobre os desafios do Brasil.”, relata o jornalista.
Após os seis meses de intercâmbio, o ex-estudante da UFF relata que pôde utilizar as disciplinas que cursou em Estocolmo como optativas. Com apenas um semestre de atraso, conseguiu se formar sem problemas no Brasil.
Saudosista, Rafael conta que pretende voltar para a Suécia e afirma ser muito comum entre os intercambistas a saudade crônica, de sempre sentir que uma parte de si mesmo ficou no país que o acolheu.
Como são dezenas de Universidades, de diversos países e línguas diferentes, conveniadas com a UFF no projeto de mobilidade, a faculdade oferece aos graduandos cursos de idiomas, como o PROLEM (Programa de Línguas Estrangeiras Modernas).
Fundado em 1997, o curso conta com o suporte dos professores do Instituto de Letras da UFF e promove o ensino de alemão, espanhol, esperanto, grego, inglês, italiano, japonês, latim, libras, mandarim e russo, além de cursos instrumentais (inglês, francês e espanhol) e curso de Português para Estrangeiros, através de turmas de livre demanda.
Ministrado por alunos de Letras, tutores bolsistas, e utilizando métodos modernos de ensino, proporciona a seus alunos um excelente aprendizado. A estudante de Jornalismo, do 3º período, Fernanda Ornellas, 22, faz o curso instrumental de francês pelo programa.
Por indicação de outros alunos da faculdade, a aluna teve conhecimento do PROLEM  e acredita ser mais vantajoso, principalmente, pelo preço.
“O PROLEM é bem mais barato do que qualquer outro curso de idiomas que eu já pesquisei fora da faculdade e o material didático que eles usam é o mesmo usado nos cursos de fora. Eu também gosto do PROLEM porque os professores são capacitados, inclusive, uma das minhas professoras é francesa. E também tem a facilidade de locomoção por o curso ser dentro da UFF”, reconhece.
Foto: Fernanda Ornellas

Com a visão de estudar na França ou em algum país francófono, Fernanda acredita na importância de aprender novas línguas, além do básico inglês e espanhol, por ser um diferencial.
“O mundo está cada vez mais globalizado e o inglês já virou o básico para conseguir qualquer vaga de emprego ou intercâmbio, então eu acho importante aprender uma outra língua.”, afirmou a futura jornalista.

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