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Em defesa da educação, UFF ocupa as praças e espaços públicos




Por Thalita Bastos

O dia 30 de abril foi marcado pela decisão do governo Bolsonaro em efetuar cortes na educação. Como resposta a essa ação governamental manifestações em defesa da educação foram organizadas para tornar pública a insatisfação de uma parcela da sociedade perante as medidas de contingenciamento. Além de servir como uma tentativa de barrar as mesmas, pela defesa da educação.
No início, essas medidas de contingenciamento, foram designadas apenas para três universidades, a Federal Fluminense(UFF), a de Brasília (UnB) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tendo como motivo, segundo o ministro  Abraham Weintraub em matéria divulgada pelo Estadão, uso das verbas na promoção de ‘balbúrdia’ além de ‘mau desempenho acadêmico’, sem informar de onde havia retirado esta informação.
O bloqueio dessa verba reduz os recursos disponíveis para a manutenção das atividades das universidades, como energia, água, pagamento de funcionários terceirizados e auxílio financeiro para estudantes. A Universidade Federal Fluminense , por exemplo, teve 30% de seu orçamento para fins de manutenção congelado, informação divulgada através site oficial da UFF.
Entretanto, o contingenciamento sofreu ampliação,  se estendendo aos Institutos Federais e à educação básica. A decisão foi tomada, segundo o ministro Weintraub, pela possibilidade de não haver receita suficiente.
Inconformadas, milhares de pessoas se uniram em prol de um objetivo: Defender a educação pública e de qualidade. Pelo bem comum, nominados como “tsunami da educação” foram para as ruas declarar repúdio aos atos praticados pelo governo e em defesa dos espaços de criação e propagação de conhecimento.
No dia 08 de maio estudantes  da UFF, majoritariamente, ao lado de professores e outros trabalhadores foram às ruas em defesa da universidade. A concentração para  o ato aconteceu em um dos Campus da UFF, o do Gragoatá. Partindo dali, percorreram pontos de grande circulação no centro de Niterói, como a avenida Visconde do Rio Branco, para tornar pública a insatisfação da comunidade acadêmica.
Palavras de ordem como “Não vai ter corte, vai ter luta”, “Vem pra rua, vem, é pela UFF” marcaram este ato, e como resposta ao convite, pessoas nos prédios ao redor das ruas ocupadas pulavam e balançavam bandeiras. O evento contou também com dizeres como “Se fere as nossas ciências, seremos resistência” e “Educação não se faz com repressão” estampadas nos cartazes carregados pelos manifestantes. O movimento em defesa das instituições públicas afetadas pela medida foi se tecendo e ganhou força, como se evidenciou no dia 15 de maio. Em todos os estados brasileiros, milhares de pessoas se uniram pacificamente nas ruas lutando pela educação pública. Veja abaixo registros da manifestação na capital do Rio de Janeiro no dia 15 de maio.

Como forma de mostrar para a população a importância desses espaços criadores de conhecimento, a UFF deu início ao “UFF nas Praças”. A reitoria da universidade evidencia que esses eventos são modos delevar os serviços de atendimento gratuito, ações extensionistas e de divulgação científica e tecnológica para locais de grande circulação de pessoas”. Além de “mostrar os benefícios sociais diretos da universidade pública, enfatizando seu caráter transformador tanto das histórias pessoais quanto do desenvolvimento nacional.”

"UFF nas praças" do dia 15/05/19.

Como forma de mostrar para a população a importância desses espaços criadores de conhecimento, a UFF deu início ao “UFF nas Praças”. A reitoria da universidade evidencia que esses eventos são modos de “levar os serviços de atendimento gratuito, ações extensionistas e de divulgação científica e tecnológica para locais de grande circulação de pessoas”. Além de “mostrar os benefícios sociais diretos da universidade pública, enfatizando seu caráter transformador tanto das histórias pessoais quanto do desenvolvimento nacional.”
A atividade aconteceu no dia 15 de maio, próxima ao Terminal Rodoviário Presidente João Goulart, e contou com a exposição de projetos desenvolvidos pela Federal Fluminense, como o projeto de libras, onde os organizadores da tenda ensinavam sinais da língua para os que visitavam. Contou também com dinâmicas em grupo propostas pela tenda de psicologia e passagem de filmes na tenda de cinema. Atividade semelhante aconteceu no dia 22 de maio, na Praça Arariboia, no Centro da cidade de Niterói, e sábado,dia 25 de maio, durante o dia no Campo de São Bento, em Icaraí.

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